A Comissão Europeia e a Presidência Espanhola da UE lançaram oficialmente o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, no passado dia 21 de Janeiro.
Este Ano visa uma mobilização total na luta contra a pobreza, no centro das prioridades em toda a UE durante 2010.
O Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso e o Primeiro Ministro Espanhol, Rodríguez Zapatero inauguram o Ano Europeu num evento que terá lugar em Madrid.
Portugal esteve representado neste evento pela Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André e pelo Coordenador Nacional do Ano em Portugal, Edmundo Martinho.
O site português alusivo ao Ano Europeu está disponível em: www.2010combateapobreza.pt
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Porque…POBREZA É FICAR INDIFERENTE!
Juntos por uma sociedade para todos.
A decisão de instituir o ano de 2010 como Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social cria uma oportunidade única para Portugal assumir, como imperativo colectivo, a erradicação da situação de pobreza e exclusão em que ainda vivem muitos milhares de famílias.
Sabemos…
- o percurso notável que o país tem vindo a fazer patente, por exemplo, na redução dos níveis de risco de pobreza.
- como nos últimos anos se tem acentuado o desenvolvimento de políticas de reforço da solidariedade nacional para com os mais pobres.
- que a dimensão do reconhecimento do direito a condições de vida dignas é hoje um pilar essencial das políticas públicas.
- que a consciência nacional está desperta para a indignidade da persistência de pobreza e exclusão em Portugal.
Por isso este ano de 2010 tem que se afirmar como um momento de viragem na sociedade portuguesa.
Mobilizar deve ser por isso a palavra de ordem.
Mobilizar …
… recursos para o aprofundamento do direito a não ser pobre.
… vontades para que o combate seja um combate de todos.
Queremos por isso um ano de 2010 em que à afirmação dos princípios corresponda um esforço efectivo de redução dos níveis de pobreza em Portugal.
Temos que ser capazes de …
- assegurar que as nossas crianças cresçam e se desenvolvam em ambientes familiares livres de privação e exclusão
- garantir aos nossos idosos condições de vida dignas
- disponibilizar o acesso a serviços sociais de qualidade a todos os cidadãos e famílias, em especial os mais vulneráveis
- demonstrar que a pobreza e a exclusão não são compatíveis com um país livre e democrático
- nos afirmarmos colectivamente como um povo solidário
Contamos com todos nesta grande mobilização contra a pobreza porque… POBREZA É FICAR INDIFERENTE!
Edmundo Martinho
Presidente do Conselho Directivo do ISS, IP
e
Coordenador Nacional do Ano em Portugal